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O CONDOR

O CONDOR

ENTREVISTA AO REDATOR E EDITOR DO BLOG "O PALHEIRO", PRIMEIRA PARTE

                      Esta coisa de escrever para o público, tem acima de tudo respeitar quem nos lê e nos divulga.

                       Entendo que não é possível saltar a cerca da ética enviar para casa das pessoas javardices, insultos, ”mesmo que citando outros autores”, mentiras, ou promessas que não pensam cumprir.

                       Ora Maio Vermelho não escreve javardices, não insulta, não mente e acima de tudo, cumpre o que promete.

                        No último post que publiquei, prometi ao Pequenino Marginal, que faria uma entrevista com a pessoa que é a sua sombra negra, a pessoa que ele mais odeia e mais insulta; mas tenta que o seu site, A margem esquerda de montante para jusante e a margem direita de jusante para montante, consiga ser lida por mais leitores que que “O PALHEIRO”

                       Mais de 100.000 visitas, mais de 15.000 comentários e centenas de mensagens humorísticas em três anos é obra. Pois o nosso entrevistado e precisamente o homem que escreveu e editou durante três anos o blog O PALHEIRO, o Tio Fagundes.

                      Para simplificarmos a entrevista as perguntas serão feitas por MV, Maio Vermelho e as respostas serão dadas Por TF, Tio Fagundes.

                     MV - TF, porquê um blog humorístico num meio conservador, e pouco propicia à discussão política da coisa pública.

                     TF - A gestão do nosso Município era ao tempo calamitosa, as conquistas económicas e de bem-estar, conseguidas a pulso pelo Edil Dr. José Correia tinham quase desaparecido, o desemprego, o compadrio, a subserviência e o medo, grassavam; de Viseu vieram os comissários políticos do PSD para controlar a Presidente da Câmara e alguns funcionários conotados com a oposição.

                     O Vice-presidente era uma pessoa de baixa estatura moral; maneirinho e de rabo alçado para os seus subordinados, e subserviente e rabo entre as pernas com os seus superiores. Na sua passagem pelo pelouro das obras municipais, tornou-o num clube de compadres; foi uma desgraça a somar a outras, tais como foi a nomeação quatro vereadores, um adjunto e secretárias a tempo completo. Se a porca mais tetas tivesse mais leitões apareceriam para o festim. 

                         A oposição que levara uma derrota vergonhosa nas eleições de 2009 não tinha voto na matéria e o povo amolecido por promessas calava-se.

                     Um dia, recordando dois espectáculos que estiveram em cena no Cine--Teatro Municipal:

                      Um, de uma Companhia Moçambicana, um espectáculo de elevado nível artístico estavam sete pessoas a assistir, uma delas era eu: outro foi um espectáculo revisteiro, redondinho, sem qualidade com umas patacoadas à mistura, cuja figura central era Camilo de Oliveira. O Cine--Teatro estava a abarrotar, e, o que mais me chamou a atenção é que as piadas eram de tão mau gosto e as pessoas riam a bandeiras despregadas.

                      Como tenho algum senso de humor, pensei que talvez parodiando conseguisse que as pessoas começassem a olhar em seu redor; brinquei com a situação e as pessoas aderiram, ainda bem. Mas tive o cuidado de nunca trazer à liça a vida particular de quem quer que fosse. A vida pública dos políticos diz respeito a todos, a vida particular de cada um é um santuário que ninguém tem o direito de violar.

                    MV- Porquê “O PALHERO” para título do blog?

                    TF- A ideia não foi minha, pretendi apenas fazer uma homenagem a um grande escritor, Camilo Castelo Branco, que nos últimos anos da sua vida em São Miguel de Seide, junto da sua companheira Ana Plácido, chamava, à Associação Comercial do Porto, onde se reuniam os senhores que pretendia dominar o comércio do vinho, capitaneados pelo Governador Civil, que conspiravam contra Dª. Antónia Ferreira e contra ele, do “O PALHEIRO “

                    Analisando a o que se passava na Câmara Municipal de Nelas e na Associação Comercial do Porto de antanho, fiz a analogia e dai saiu o título do blog “ O PALHEIRO”.

                  MV – Lembra-se que foi o primeiro comentador do blog?

                   TF – Lembro, foi um individuo, IN ILLO TEMPORE simpatizante do Bloco de Esquerda, cujo nome me escuso de mencionar.

                   MV – Como reagiu às visitas e aos comentários do público?

                   TF – reagi com alguma surpresa e fiquei muito feliz, senti que os Munícipes do concelho de Nelas acordaram para a triste realidade que os rodeava

                  MV – O que sentia quando escrevia os posts do blog.

                  TF - Sentia medo de que os meus conterrâneos não percebessem a mensagem que lhes queria transmitir, mas assim que os seus comentários começaram a chegar, divertia-me imenso. Os que mais me divertiam eram os encomendados pelos signatários do poder.

                 MV – Qual o post que acha que mais gozo lhe deu publicar?  

                  TF - Todos os posts que escrevi me divertiram, pus neles toda a minha capacidade e engenho humorístico, que não é muito; mas o que mais divertiu mais foi o da venda dos buracos desde a rotunda da vinha até à área dos supermercados, ao representante da república das bananas, rendeu mais de 800 comentários, alguns vindos de Espanha.

                 MV – Quais foram os partidos políticos que reagiram negativamente ao blogue? 

                   TF - Claro que os que reagiram mais negativamente, notava-se nos comentários encomendados, ou não, foram os partidos da coligação. Mas pasme-se; o Presidente da Comissão Politica do Partido Socialista ficou muito indignado com o blog, disse para alguns amigos meus, que o blog só prejudicava o Partido Socialista: Como Sabe sou Socialista, já tinha pouca confiança no Presidente da Comissão Politica da Concelhia a partir daí, passei a não ter nenhuma. Há muito tempo que desconfiava que o Dito estava ali a cumprir uma missão, a partir daí passei a ter a certeza.

                  MV – Porque terminou o blog logo após as eleições?

                  TF - O objectivo pelo qual criei o blogue tinha sido a tingido, por conseguinte a sua publicação deixara de ter razão de ser.

                  MV – Esta entrevista ainda não esta terminada, pelo que sei Sr. ainda pertence á Comissão Politica Concelhia do Partido Socialista, propunha-lhe que me deixasse publicar este excerto da entrevista e no próximo post de O CONDOR se publicasse a segunda parte.

                   T F - Como queira, estou á sua disposição, mande quando quiser.

                   M V - Muito obrigado.  

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