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O CONDOR

O CONDOR

O DESENCOSTADO

 

                                           

 

            Que fazer?

            Nasceu assim e ninguém se faz.

            A inteligência por ali não mora, mau carácter de nascença, malcriado por aquisição, julga as pessoas por si próprio, traidor de causas, com laivos de superioridade, agora deu-lhe para escriba e marginal.

           Mas nem tudo no bicho é mau. É um saloio esperto, paciente, sabe esperar e como não quer a coisa mostra-se; dá nas vistas e tem o apoio da loja de fruta importada do Oriente.

          Vejamos pois como este ser esquisito e terrífico funcionou mais de dois anos encostado ao organismo, até que um dia tropeçou caiu e nem os seus acólitos o conseguiram amparar.

          De feitio vaidoso, entendia que um Renault 4L ou um Opel Corsa não tinham a dignidade necessária para transportar uma pessoa da sua linhagem, (José Correia sempre se transportou numa carrinha 4L e não foi por isso que deixou de ter a dignidade de um GRANDE SENHOR), muito conhecida na Terra do Ferrador e em Canas de Senhorim, adquiriu um automóvel de l(i)uxo, segundo as más línguas há meses que tresanda a gasóleo.

          Se nos primeiros meses a sua acção passou despercebida pela sua ausência, a ambição leva-o a conspirar e aliar-se ao lado negro da força já muito contestado pelos jadis.

         Com alguma jactância, em nome do lado negro da força agora acossada pelo número crescente de jadis, alia-se à oposição e contraria os planos que o presidente do organismo tem para o desenvolvimento da região sob a sua jurisdição, entrava a acção e num arrufo de arrogância bacoca, informa a quem devia lealdade, que não contasse com o seu (dele) apoio à sua recandidatura ao organismo.

          A poleia que segurava o santo partiu-se e o encostado estatelou-se.

          O lado negro da força, o Marquês da Sede e a Duquesa das Tias  constroem uma frente de destruidora dos planos de desenvolvimento que o presidente tem para a região. Não propõem nada, ideias não têm nem lhes interessa ter, destroem tudo, o que querem é senhas. Os habitantes da região que se amolem, o poder aos desencostados.

Os maestros da banda piscam os olhos e esfregam as mãos de contentes, não pagam o que devem ao organismo, mas enquanto o pau vai e vem, o coiro descansa.

           Mas o desencostado não está contente, a sua cabeça de maníaco-depressivo roçando a esquizofrenia leva-o a tomar a iniciativa de escriba marginal e não poupa ninguém, qual atirador furtivo, dispara sobre tudo e todos que lhe não agradam, senão leiam:     

       

" -De ratos e ratas, chicos e chicas, brancos e branquitos, parvos alegres e leiteiros a borradores de telas, iluminados por uma legitimidade político-partidária dada por um cagalhão e ratificada por um monte de merda".

      

Edificante e surreal, não acham?

       Mas o marginal escriba não fica por aqui, perde a cabeça e a esquizofrenia floresce, com raiva incontrolada atira sobre um hipotético inimigo que ninguém sabe quem é:

        

 Ora, a esses encostados ao poder absolutista, esperando por umas sobras, aconselha-se uma candidatura à direção do partido que tanto “adoram”. Seria, certamente, cómico, para não lhe chamar deprimente, ver o “Zé do cobre” com resquícios de choques elétricos poderosos, a percorrerem-lhe as extremidades nervosas, apanhadas num qualquer cabo elétrico ligado à corrente, a comandar, por detrás do arreto e emanando da sua eloquência política, orientações e consequentes desorientações para entreter meia dúzia ou 11 ou 12…ou 44!…

     

  Mais uma vez e outras virão, que o desencostado e marginal escriba, saudoso da seu encosto, onde aparecia a desoras e saia in horas, muitas vezes com grão na asa, descarregará o seu ódio sobre outros alvos escolhidos a esmo errando sempre a pontaria; o problema é que um dia pode acertar, e depois o que acontecerá ao desencostado? Talvez um Zé qualquer não goste da brincadeira; se estivesse no lugar do desencostado pensava bem, na calada da noite, entre copos ou na solidão de um encontro devidamente planificado, quem sabe! Nem os lojistas importadores de fruta do oriente lhe valerão.

        Caros concidadão quando gente sem carácter, tem na mão o poder de fazer parar o desenvolvimento do nosso Município retirando poderes ao presidente e vetando propostas sem nada proporem em alternativa, “ALGO VAI MAL NO REINO DA DINAMARCA”.

Eles têm o Salão Nobre do Município, nós temos a rua e o direito constitucional de nos manifestarmos.  

Maio vermelho,               

         

 

 

 

O PEQUENINO

                                         

Ao princípio era o verbo, um verbo-de-encher.

Macambuzio, não porque lhe faltasse vontade de dizer, mas a língua era grossa e os sons guturais eram quase imperceptíveis.

O tempo, o maior aliado dos inúteis passa, o verbo desenvolve-se e acumula maldade e desprezo pelos seus semelhantes.

Ele machucha e matuta cobras e lagartos, sonha criar uma sociedade à sua imagem, fechada, onde a sua vontade seja lei e o látego a justiça, falha tentativa após tentativa, não consegue que a porta da rua deixe de ser a serventia da casa. Por onde passa não deixa saudades, olha para baixo com desprezo e para cima com o rabo entre as pernas.

Escriba de margens, ainda não percebeu que de montante para jusante a margem esquerda é a margem direita de jusante para montante, mas isso para ele não tem importância, dá-se bem em todas as margens, por isso o puseram à margem e passou a marginal.

De facto, já há muito tempo que na latrina onde chegava às 11 e saía às 13  regressando às 16-30 e saindo às 18h o ar se tornara irrespirável, fedia a merda, ainda bem que houve alguém com coragem para puxar o autoclismo e o dejecto malcheiroso foi esgoto abaixo e o ar insalubre desapareceu.

Mas O Pequenino é teimoso e matreiro, pendura-se em tudo, faz a viagem ao oráculo de Delfos, pede apoio ao sacerdote, que sem o olhar nos olhos, o aconselha depois de ler as entranhas de um cabrito minhoto que matara e que depois de cozinhado, devoram na companhia dos seus trolarós  conselheiros.

 Pequenino, diz o sacerdote: -

Os deuses estão contigo e nós também, mas temos que ter cuidado teremos que usar as armas todas, a mentira, a ameaça e se necessário for o insulto:- concordas?

Claro que o Pequenino concorda, o que é preciso é ter corda e muita se possível para o boneco andar. O sacerdote oferece-lhe um burro e diz:

- Pequenino, aqui tens uma oferta dos Deuses, este burro a que darás o nome de Acéfalo, não tão acéfalo como tu claro, será a montada que te levará de regresso ao teu país e à vitória sobre os persanas.         

Viu-se grego mas chegou.

As falanges estão devidamente treinadas, há mais de dois anos que a lavagem cerebral dos soldados vem sendo efectuada pelo sacerdote mor e seus trolarós,

O tempo passa e o Pequenino burriqueiro não chega para comandar as forças no terreno, o sol vai alto e começa a deslumbrar os soldados. No cimo da colina o general persana espera, as suas hostes têm o sol pelas costas, estão serenas e coesas.

São 11h e eis que ao longe se vislumbram dois asnos, é muito difícil saber quem monta quem, os soldados desertam, juntam-se ao general persana, apenas resta um punhado de fiéis que encolhe os ombros e perguntam ao Pequenino:

- Só agora, sabes que horas são? O Pequenino responde:

- Eh pá, estive numa discoteca a por discos num baile de gravata, apanhei uma bezana e estive a coze-la. Vós tereis que compreender que eu tenho vida para além desta guerra.  

Uma história que parece de ficção; será?

 

Maio Vermelho.

 

 

 

O FASCINIO DO ZERO

 

Zero.

Numeral cardinal, inventado sabe-se lá por quem.

Sabe-se que era o número desejado, na matemática é usado como número sem valor, de configuração oval, é o décimo numeral.

Pensa-se que fez parte do sistema numeral hindu-arábico, conhecido pelos Maias e introduzido na Europa na alta idade média.

Zero  significa casa vazia, nada, valor nulo

Se analisarmos o numeral com alguma atenção, veremos nele muitas semelhanças com uns Senhores, ditos políticos, que representam os partidos cá no sítio.

Hoje vamos analisar a semelhança do Zero com liderança do Partido Socialista, de A.A.

Era o Zero um numeral desejado? Claro que era.

Era A.A. o desejado para presidir em nome de um pequeno grupo de militantes Socialistas à secção do P.S. Nelas? Não temos dúvidas. Até aqui, Zero e A.A. “ OS DESEJADOS”

Trouxe coisa nova à causa Socialista a liderança de dez anos de A.A.? Não, pelo contrário, os socialistas resistem, mas cada vez se sentem mais humilhados.

Também aqui existe entre o Zero e A.A. uma semelhança inquestionável “ CASA VAZIA”

O P.S. distrital desesperado com os atentados à liberdade que A.A. e os desatinos dos seus muchachos deitam as mãos à cabeça e ameaçam intervir.

Também aqui o Zero está para A.A. como A.A está para o Zero “NADA”

Analise-se agora a equipa de A.A.

O Vereador contra a corrente. Um jovem sem nada na cabeça, a começar pelo cabelo. Um campónio pouco inteligente armado em truculento de trazer por casa e com muita cola nas botas, não se mexe, de vez em quando escorrega e faz asneira, especialista em deslealdades; diz-me com que andas, eu te direi as  manhas que tem.

Os seu assessores/as parecem lusitos da mocidade portuguesa cantando: levados, levados sim.

Oh tropa fandanga especializada em cantigas de escárnio e maldizer como:-Vês maridinho como podes com as loisas, assim se fazem as coisas.

A Equipa de A.A. tem o fascínio do Zero, quer à esquerda ou à direita de outro Zero e sempre igual a NADA,CASA VAZIA OU NULO.

Assim vai o P.S. Nelas

 

 

 

DARTACÂO E OS SEUS TRÊS MOSCÃOTEIROS

                                                       

 

Para pudermos analisar a situação política do Município de Nelas teremos que recuar no tempo até ao seculo XVII, temos que recuar até aos reinados de Luís XIII e Luis XIV: ao diferendo havido entre o cardeal Richelieu, a rainha mãe Maria de Médices e o irmão do rei; Gastão duque de Orleães, e do seu sucessor cardeal Mazarino e a nobreza francesa.

Não cairemos na treta romântica de Alexandre Dumas pai, que nos impinge os cardeais como os diabólicos responsáveis dos males da França de antanho e D`Artanhan e os seus três mosqueteiros como heróis defensores da grei francesa.

Se Richelieu e Mazarino representavam a unidade da França em torno dos seus reis, os mosqueteiros através da força representavam o poder da ganância da nobreza franciú.

Se o romance “Os três mosqueteiros” de Dumas pai, deu origem a alguns filmes de espadachins românticos, de capa e espada, que é como quem diz, historinhas de faca e alguidar, também é verdade que da mesma historinha se realizaram alguns filmes de entretenimento em banda animada para entreter criancinhas dos 6 aos 10 anos.

Pois é caríssimos concidadãos a oposição no Município de Nelas sob o comando do vereador Dartacão., o Moscãoteiro Atos, a Moscãoteira Portos, e o Moscãoteiro Arames fazem a vida negra aos Cardeais Richeleão e  Mazarão aqui representados por B.S.

                               REUNIÂO DOS ESTADO GERAIS

Os cardeais-B.S. apresenta os planos para o desenvolvimento do município para os próximos anos, informa os ilustres vereadores do que o executivo camarário pretende fazer, apresenta contas e afirma que vai reduzir o imposto de palhota em 2017, interrompido frequentemente pelo Moscãoteiro Arames que vibra de nervosismo saudoso, chega finalmente ao fim da exposição.

Arames pula de excitação:

-Peço a palavra, peço a palavra.

Faça favor de dizer diz o Cardeais.

Mentiroso, diga a verdade, mentiroso, o cardiais mente, diga verdade, estou inocente, vai ver, você mente, o ministério publico vai investigar, está mentir, mentiroso; cada vez mais nervoso Arames não muda de disco e não diz nada de jeito, mas continua hurrrrrrrrrrrrrrrrrr, o povo vais julga-lo e às suas mentiras, fale verdade, e mais que isto não diz; fala em nome de quem lhe disse para estar calado, mas como o povo diz quem não tem vergonha…

Uma proposta de um hipotético empréstimo de um milhão e quinhentos mil maravedis para fazer face a uma possível comparticipação do município a obras apoiadas pela santa aliança Europeia é posta à discussão pelo cardeais.

Depois de discursão turbulenta é posta à votação.

Arames acumula nervos, é agora uma pilha, se lhe metessem um casquilho de uma lâmpada na mão ela faria faísca e fundir-se-ia, tal é a quantidade de energia negativa acumulada, inicia votação:

-Eu voto contra porque isto é mentira, você mente, diga a verdade, mentiroso, da cassete inicial não sai. De educação que é bom …

Dartacão olha para os documentos, sem levantar os olhos avança na retórica já esperada, pois na discussão e sem olhos nos olhos levantara problemas de lana-caprina que de tão ridículos fariam corar uma abóbora porqueira.

- Voto contra porque o meu eu não é o seu eu, porque o meu eu é meu e não é seu, não sei se percebeu, se não percebeu nem eu.

Atos o mais inteligente dos moscãoteiros, do alto da sua verborreia académica de especialista em calhaus debita:

-Eu voto contra porque o eu de Dartacão também é meu e não é seu, e ainda, se a memória não me atraiçoa, já vi este documento escrito pelos Flinstones da idade da pedra.

Portos toma a palavra, com ar de quem cá esta e não está, de que nada percebeu do que se discutiu, com ar de quem comeu e não gostou e de enjoada militante, com voz de “Tia” quase grita:

Ai, não querem lá ver, claro que voto contra e sabem porquê? Voto contra porque os meus companheiros votaram contra, e, aqui nos Moscãoteiros não há duvida nenhuma, é uma p`ra todos e todos p´ra uma.

Caros concidadãos é esta a postura dos moscãoteiros Arames e Portos, depois de 8 anos de políticas desastrosa da responsabilidade da Velha Senhora e seus acólitos, junta-se a postura de Dartacão. e Atos. que tinham o dever de apoiar o Edil B.S. pois foi eleito nas listas do partido a que estes senhores pertencem; ou será que não pertencem? Desconfio que estes moscãoteiros há muito que estão noutra sintonia. Se calhar não me engano.

Caros concidadãos seremos nós crianças dos 6 aos 10 anos para ver filmes do Dartacão e o seus três moscãoteiros.

Com Zé Correia atingimos elevado grau de desenvolvimento, com a vELHA sENHORA ganhámos beijinhos, desemprego e miséria, com Borges da silva estamos a recuperar rapidamente.

 

Maio vermelho.

O TRAULITEIRO

                                  

 

        Nestas maquinetas modernas a que chamam computadores, existe um símbolo engraçado, um recipiente alto de paredes afuniladas e por baixo tem a palavra “lixo”; parece que aquela coisa serve para o operador, quando faz bacorada, enviar para lá a asneira. De vez em quando, para ter a certeza que a história está bem arrecadada visita-a e cora de vergonha, QUANDO A TEM!

      Há muito, que um Ilustre representante do povo áquilo que há seculos se chamou a casa dos vinte e quatro, mais conhecido pelo caudilho do reino do Norte, Dr. pela graça de DEUS e todos os santos, é sem dúvida nenhuma a pessoa mais parecida com um operador de computador inepto. Nabo, incompetente, subserviente e maneirinho; gosta de carregar com os compadres às costas.

       Durante 8 anos foi vice da Velha Senhora (excelente profissional mas politicamente pior que um tacho de torresmos queimados a cheirar a bispo) fez asneiras de maneiras diversas:- a sorrir, a cantar, a discutir, a chorar, a dizer que sim, a dizer que não e vejam bem: - até fez aneira quando premeditava fazer asneira; parece um trocadilho mas não é, houve situações em que o caudilho do dito reino  fez aneira ao quadrado e até ao cubo

     Mas como nem só de asneiras vive o homem, este policromático representante do povo, viveu 8 anos de feliz, pomposa e porque não faustosa vida de non e de vã glória de mandar. Ele mandou na Edilidade e na Velha Senhora, nas associações, nas admissões, nas construções, nas festas, nos pregões e até nos patrões.

     Este Rapaz, mediu bem o tempo e aferiu a pontaria, disparou sobre todos os alvos e acertou possivelmente num rabo-de-palha e pensou viver feliz para sempre.

     Mas esta coisa da democracia é uma chatice, o povo de tempos a tempos lembra –se de pedir contas aqueles a quem  passou procuração para em seu nome governarem; quando descobre que fizeram as maiores diatribes e abusaram do poder que é dele, levanta a chanca, pontapé no traseiro, e rua que é serventia da casa.

     Mas o Caudilho não desanima, é combativo, bufa, berra, insulta, grita, manobra e agita. Mas talvez por inaptidão e desconhecimento estratégico, leva para o campo de batalha sempre a mesma arma (um espelho) e dá tiros nos pés. Quando bufa, berra insulta, grita, manobra e agita, pergunta ao espelho:  

     -Espelho, espelho meu, há alguém mais inteligente que eu? Claro que o espelho não é estupido, receia ser substituído responde;

    . Não meu amo, tu és o representante do povo mais brilhante e mais inteligente da casa dos vinte e quatro

    Ufano, coloca o espelho em bom lugar da sua casa e sai, o espelho na sua solidão sente-se seguro e para com os seu caixilho comenta:

     O meu amo é mesmo burro, ainda não percebeu que o tempo é inexorável, ainda não percebeu que a manta que cobria a merda que fez se desfez em fiapos que o vento levou, ainda não percebeu que é o mote da risota municipal, ainda não percebeu que dele nem no caixote do lixo da história nada será encontrado, a não ser o trauliteirismo que o acompanhou na sua vida pública.  

Porque não te calas e assim és útil ?   

      

         

 

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