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O CONDOR

O CONDOR

APRESENTAÇÂO DAS CANDITURAS DO ARTIDO SOCIALISTA ÀS ELEIÇÔES PARA AS AUTARQUIAS DO MUNICIPIO DE NELAS, EM 1 DE OUTUBRO DE 2017

 

 

Foi no domingo, dia 16 de Julho próximo passado.

Recebi um convite, e resolvi comparecer ao evento.

Mas para que estou eu aqui a arengar, pois toda a gente sabe que sou socialista, militante do PS há 42 anos e estava mortinho por aparecer. Não sou um socialista conformado, muito longe disso, quando não concordo defendo as minhas ideias, se elas são derrotadas submeto-me ao que a maioria dos meus camaradas deliberam, ou então afasto-me sem alarido.

Não me escondo na barreira dos longos e maçadores discursos, que estafados pela velhice e bolorentos de conteúdo fedem a quilómetros de distância.                  

Não traio, não engano e acima de tudo não cochicho aos compadres, comadres, padres, abades e frades que o diabo anda solto, que sou o anjo enviado por Deus para combater o mafarrico.

Sempre fiz o que me apeteceu. Há dezenas de anos decidi ser livre e paguei com o corpo o que me ia na cabeça, que o diga o Zé Pequeno, um legionário, a quem no ido ano de 1960 do século passado dei uma tareia por me chagar a cabeça por estar a fumar e ameaçar com as botas do António. Poderia confirmá-lo José Tavares também legionário, vulgo Zé Morcelas, se ainda vivesse, amigo e companheiro de trabalho de meu Pai, que me safou do picado das bexigas e do João Adelino, safou-me deles mas não me safou de umas rilhadas com que o picado das bexigas me resolveu brindar.

Mas deixamo-nos de tretas pois não é para contar a minha vida que aqui estou, estou aqui para vos dar fé do que constatei, vi e ouvi.

Contactei que a organização do evento estava impecável, a todos os convidados era dado um bilhete, mas apenas um, para o sorteio de qualquer coisa que não me importou saber, sei apenas que o número do meu bilhete era o 868 e cheguei muito cedo 16h 15m. Mais tarde soube que se deduzisse 300 ao número da última pessoa a quem fora distribuído o bilhete, sabia quantas pessoas estavam na apresentação da candidatura, truques amigos, truques inteligentes.

 Às 17 h Chegou o candidato, José Borges da Silva, acompanhado pelo presidente da federação do distrito de Viseu, António Borges e pelo Secretário de Estado para a Internacionalização Eurico Brilhante Dias.

O speaker abre as hostilidades e anuncia um jovem militante da JS.

O discurso do jovem foi música para os meus ouvidos, há muito que andava desolado por pensar que a juventude se desinteressara pela política em geral, e pelo PS em particular; do jovem ouvi sensatez, vontade de ir mais além e perseverança no discurso.

Não ouvi nenhum militante do P.S.D., nem do CDS, contratado para dizer cobras e lagartos do Candidato do seu Partido e isso deixou-me bem disposto.

Como de costume procedeu-se à apresentação dos candidatos, quando chegou a apresentação do 4º vereador candidato à Câmara o meu estomago azedou. Sou amigo de Aires dos Santos, mas em meu entender é um cavalo cocho naquele tabuleiro de xadrez político. Penso que Aires dos Santos não tem condições para ser candidato à vereação da Câmara, havia muitas e boas personalidades por onde escolher. Alexandra Leandro e Mafalda Lopes eram e são sem dúvida pessoas muito mais bem preparadas para serem candidatas, mas foi determinado assim e embora não concordando submeto me à maioria.  

O discurso do candidato a presidente, José Borges da Silva foi simples, foi um discurso de quem pensa querer o melhor para o seu Município e para os munícipes. Gostei. Não foram arrotos de intelectuais ressabiados, não foram desatinos trauliteiros nem lição ideológica frentista há muito testada e sempre com resultados negativos.          

O= dados estão lançados, os actores estão em palco, vamos ver no dia 1 de Outubro de 2017 quem apresenta melhor função e recebe mais aplausos.

Maio-vermelho.   

O ASPIRANTE A CACIQUE

 

Os apoiantes riem.

A candidata regozija-se pela surpresa que vai fazer.

A bomba rebenta.

Não é um BUUUUM, nem um PUUUUM ou um PUUUUF, é entes um splache minúsculo que os presentes não esperavam e os ausentes já conheciam. Uma bombita de carnaval mal cheirosa que tolda o ambiente que se queria de festa.

O cidadão Américo, que devido ao despeito e vingança se fez convidar, vai botar falação.

Tal como principiante habilidoso joga com as palavras, explica aos pategos que o ouvem, faça-se justiça, a maioria dos presentes não o era e portanto não o ouviram, que o Partido Socialista não concorria às eleições autárquicas no Município de Nelas, mas sim o Partido do Silva. Ora o inteligente despeitado, vá-se lá saber porquê, nunca gostou de um certo Silva e ainda anda com um “cavaco” atravessado na goela, fez a analogia do dito, com o candidato do Partido Socialista Borges da Silva, a quem há ainda dois anos fazia rasgados elogios.

Pois é cidadão Américo, como as coisas mudam, claro que dói, mas a dedicação e lealdade fazem parte da educação que devemos ministrar aos nossos herdeiros.

Diz-me com quem andas, eu te direi as manhas que tem. Como queria o cidadão Américo que o seu herdeiro fosse dedicado e leal se ele não o é!

O Partido Socialista é dos militantes que por maioria decidem quem querem que o represente. Não é o Partido de um  Béria retardado qualquer, nem dos Bórgia e muito menos de aspirantes a caciques, estes sempre os combatemos e combateremos, aqui não vale a velha máxima “ não olhar a meios para atingir os fins que se desejam”.

O cidadão Américo não tem vergonha de trair aqueles que diz serem seus camaradas, só porque não decidem a seu gosto!

O cidadão Américo não tem vergonha de elogiar a incompetência, a mediocridade e a incapacidade da candidata adversária daquele que diz ser o seu Partido!

O Cidadão américo na sofreguidão de por todos os ovos na cesta da candidata, esqueceu-se que antes dela passaram pela direcção do centro de saúde o Cidadã já falecida Laura Maria e o Cidadão Jorge Alves. Esqueceu-se que faziam parte do quadro do referido centro, médicos, enfermeiros, pessoal administrativo e auxiliar de elevada craveira profissional!

O cidadão Américo não se esqueceu, não lhe convém lembrar, mas quer lhe convenha ou não, nós temos memória, não vá por aí cair do céu um lugar de comissário para determinado aselha sem jeito para nada, onde toca estraga e faz tudo pelo meio, é como o manguço faz muitos buracos mas nunca acaba nenhum!

Termino, O Cidadão Américo, sempre aspirou a ser cacique no P.S. mas vai ter que ficar por aí, O P.S. – Nelas  é alérgico a caciques.

Maio - Vernelho

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ISAURA PEDRO, AS PESSOAS E O ASPIRANTE A CACIQUE

 

A apresentação pública da candidatura de Isaura Pedro e a sua equipa no dia 25 de Junho p.p., teria sido uma delícia para o Tio Fagundes se o blog “NO PALHEIRO” ainda fosse publicado.

Desde a preparação da apresentação, até final da mesma, Isaura Pedro passa um atestado de menoridade mental aos munícipes que confrange, mesmo aqueles que passam ao lado das lides partidárias, que não é o caso do subscritor desta mensagem.

Vamos pois analisar em primeiro lugar o vídeo de aceitação de candidatura à presidência dos destinos do Município de Nelas na eleições de 1 de Outubro de 2017.

1-Aceitei este projecto de candidatura à autarquia, entenda.se C.M.N, com muito orgulho e com muita determinação.

Ora, sabemos que a Isaura nunca esteve virada para tal aceitação, pois se estava e está com o rabinho sentado no hemiciclo da Assembleia da República sem fazer nada e ninguém a chateá-la, porque raio há-de deixar o bem bom e vir aturar os chatos do seu município. Quando fala  em orgulho e determinação, parece que é virgem nestas andanças, não tem atrás de si 8 anos de gestão calamitosa, injustiça e compadrio.

2-Pretende-mos fazer melhor e diferente, dignificar o concelho, transparência e lealdade, dignificar as instituições.

Que maravilha, que bem fala esta Senhora. Não é difícil fazer melhor do que o que fez no período de 2005 a 2013, lembremo-nos do que encontrou e posteriormente nos deixou. Recebeu uma divida de 4 milhões € e cerca de 2,5 milhões de € a receber dos fundos estruturais da UE referente à sua comparticipação na estrada de circunvalação desde o estádio municipal até à rotunda da vinha e ainda cerca de 400 mil € em caixa, Uma divida perfeitamente controlável, pagamento a fornecedores a 30 dias e um saldo de tesouraria que num mês delapidou. Quando se foi embora deixou-nos mais de 16 milhões de € de divida, o município na falência e um resgate que os cidadão do concelho estão a pagarmuitas vezes com muitas dificuldades.

Transparência e lealdade, de facto nunca o Município de Nelas teve uma gestão tão opaca. Onde está o relatório da sindicância que mandou fazer à gestão do grande Zé Correia. Prometeu ou não que esse relatório seria entregue aos deputados a Assembleia Municipal assim que o sindico terminasse o seu trabalho? Que fez ao relatório? Porque o não tornou público? Sabem porquê? Porque o síndico apurou que Isaura Pedro e seus muchachos fizeram mais irregularidades num mês que Zé Correia em 22 anos. Meteu-o numa gaveta lá para os quintos dos infernos e não deu satisfações a ninguém. Lembra-se daquele abusosito de poder quando celebrou o seu aniversário no salão nobre dos Paços do Concelho?

Dignificação das Instituições! Não há dúvida que quando Isaura Pedro em 2013 foi á sua vidinha, há muito que à Câmara Municipal de Nelas ninguém fiava um cêntimo, pois pagava quando pagava, a ano e meio de data, chama-se a isto a dignificação de caloteiro.

Fazer diferente nas atitudes, nos comportamentos, fazer melhor desenvolvimento socioeconómico, uma política estruturante.

Fazer diferente nas atitudes. Não há duvida que os cartazes que profusamente e estrategicamente colocou demonstram isso mesmo, Isaura Pedro de braços cruzados olhando e sorrindo, de facto é desta atitude  de braços cruzados e petulancia que este Município está carente.

Fazer melhor desenvolvimento socioeconómico; querem lá ver que a candidata Isaura Pedro tem saudade dos quase 35% de desemprego qua há quase quatro anos nos deixou? Querem lá ver que a que tem saudades dos industriais de construção civil e da cagança que faziam nos seus Mercedes.

Politica estruturante. Valha-me Deus, não é que a candidata Isaura Pedro deu-lhe para a saudade, aquela IPP de trinta milhões de €, que felizmente não foi aprovada, porque se fosse eramos prisioneiros em nossa casa, pois para sair à rua tínhamos que pagar, ainda fervilhará naquela cabeça?  

Coras conterrâneas e conterrâneos, um beijo é um cumprimento, tal qual um abraço, um aperto de mão ou uma simples saudação. Não se esqueçam que judas beijou Cristo.

CENAS DO PRÓXIMO CAPITULO-

O ASPIRANTE A CACIQUE

Maio-vermelho  

ENTÂO SENHOR

 

 

Que faz sentado na sua solidão.

Já olhou à sua volta?

Quantos mais o abandonaram?

Não seria mais digno admitir que a sua missão falhou e ir-se embora. Ou está à espera de morrer na praia sem honra nem glória?

É teimoso e prefere ser empurrado, ou é racional é dá um exemplo de humildade? Claro que a escolha é difícil, mas a situação foi o Sr. que a criou, anda há dez anos a vencer batalhas contra moinhos de vento e esqueceu-se que o Rocinante é paralítico.

Ah, contou com o acéfalo e não reparou que ele é mesmo isso. Tenha paciência, quem engana e mente, também está sujeito a ser intrujado e enganado. Cozinhou uma receita, provou-a e não gostou, sabia a bispo, e agora tem que a comer sozinho; é o que acontece aos guisados retardados, fazem cá uma azia.  

 

 

Maio vermelho

Post da Responsabilidade de Zé do Cobre

Olá Pequenino

Pensavas que me tinhas arrumado.

Mas que raio á que te passou pela cabeça, se é que a tens.

Começaste uma guerra e eu vou acabá-la, daqui em diante tudo o que disseres, para mim não tem valor nenhum, sabes porquê? VOZ DE BURRO NÃO CHEGA AO CÉU, e quando o burro é velho pior. Claro que tu não sabes, mas um homem de 74 anos, mesmo desdentado, é infinitamente mais novo que um burro de 43 ou 44 anos, e, quando o burro já não tem pelo no caco nem miolos, pois saíram-lhe pelas raízes do pelo caído, pior.

Meu Lindo, vou acabar com esta guerra contando-te uma história, que tu até conheces mas não te convém recordar.

No princípio dos anos 90, havia um Sr. Que era Comandante de uma corporação de Bombeiros que tinha um subordinado em que depositava total confiança; era o seu homem de mão, era o seu confidente.

Nesse tempo também havia um homem que pertencia ao conselho fiscal da associação de bombeiros à qual pertencia a dita corporação.

Um dia o Comandante deu uma ordem ao seu homem de confiança e ele não a acatou. Caiu o Carmo e a Trindade; o Comandante participou do seu subordinado e este foi punido; gerou-se uma onda de solidariedade para com o bombeiro e tentou-se por em causa o comando do tal Comandante. Sabes que era o líder? Dou-te uma ajudinha, era o teu mentor político.

Claro que para encostar o Comandante, era preciso o apoio do presidente da direcção e do presidente do concelho fiscal, e o tal líder solicitou-a aos ditos. Sabes qual foi a resposta do presidente da direcção dada em consonância e pela boca do presidente do concelho fiscal?

Claro que sabes, não te convém recordar não é? Mas dando-te o benefício da dúvida por um possível esquecimento, aí vai a resposta dada ao tal líder.

Meu caro amigo diga-me:

- O Sr. Comandante é Incompetente? Resposta, não.

- O Sr. Comandante praticou actos que pusessem em causa o bom nome da associação? Resposta não.

- O Sr. Comandante alguma vez pôs em causa a ética e a disciplina da corporação? Resposta não.

Meu caro amigo, um comando nunca se põe em causa a não ser que estes ou outros pressupostos estejam em causa. Como não estão, não conte com o nosso apoio.

É tu o que fizeste? Puseste em causa uma liderança; tinhas o direito de o fazeres, não concordar é natural, mas quando se põe em causa e não se concorda, há um caminho honroso a seguir, demitir-se do cargo.

Mas tu não tens honra, esperaste que a líder se demitisse para ocupares o lugar dele, és mesmo asno.

Pequenino fiz umas pesquizas sobre ti, tens uma rica folha de serviço.

É uma pena não tens nada de jeito, tens apenas pai.

Sabes porque escrevo Comandante com letra maiúscula? Claro que não sabes.

Zé do Cobre.    

UMA CANÇÂO DOLENTE

                                        

 

                        Maio Vermelho foi convidado para o jantar comemorativo do terceiro ano de mandato do actual Presidente da Câmara

                         Já cheguei tarde, pois a hora manja foi marcada para as vinte horas e já eram quase vinte e duas

                        Com alguma dificuldade estacionei o carro junto do edifício dos Paços do concelho, quando me dirigia para o restaurante “ os Antónios” ouço o gemido de uma guitarra; aproximei-me desenfiado,e, o que os meus olhos viram!

                       O Pequenino tocava guitarra, tocava era é como quem diz, arranhava as cordas e com pranto de meter dó cantava

                                     As saudades que eu já tinha

                                      Da minha velha vaquinha

                                      Tão bonita quanto eu.

                                      Oh como é bom mamar

                                      No confortável segundo andar

                                      A contar vindo do Ceu.

                                      Acreditei naquele sujeito

                                      Insultei camaradas a eito

                                      Agora quem se lixa sou eu.

                                      Pudesse eu voltar atrás

                                      Dava um murro no capataz

                                      Recuperava o que era meu.

                 Fui à minha vida, o pequenino lá continuou a lancinante canção de arrependimento, conversando comos meus botões disse cá para o je. Quem te manda tocar violão se torta tens a mão.

Maio Vermelho-                                 

 

 

 

 

 

 

                                      

 

 

ENTREVISTA AO REDATOR E EDITOR DO BLOG "O PALHEIRO",FRANCISCO CARDOSO SEGUNDAPARTE

 

MV- TF, Que se passou após as Eleições Autárquicas de 2013?

                    Meu caríssimo amigo, a partir daqui, entendo que me não deve tratar mais por Tio Fagundes, pois o blog “O PALHEIRO” terminou, cumpriu a sua missão, e, não devo esconder-me de trás de um pseudónimo. Gostaria que a partir daqui me tratasse como Francisco Cardoso, que é o meu nome e assumirei todas as responsabilidades pelo que entender responder às suas perguntas, Apenas lhe peço para não me perguntar nada sobre a vida privada de ninguém, porque se o fizer não lhe respondo e termino de imediato a entrevista. Para facilitar a nossa conversa, pode tratar-me por FC que são as letras iniciais do meu nome.

                    MV - Muito bem, assim farei. Então Sr. FC o que aconteceu depois das Eleições Autárticas

                    FC - Algum tempo depois das eleições, procedeu-se à eleição da Comissão Politica Concelhia do Partido Socialista. Nessa altura faltavam pouco meses, para que o Sr. Presidente, segundo os novos estatutos, não se pudesse recandidatar, no entanto aproveitou esse tempo para o fazer de novo e assim ficar mais quatro anos na presidência da concelhia. Convidou-me para pertencer à Comissão Politica, reusei invocando a minha avançada idade, 71 anos, ele insistiu.

Depois de ter ouvido uma conversa onde desancavam no Borges da Silva, no meu camarada e amigo Sousa, na vereadora Sofia Relvas e rezavam avés pelo vereador Alexandre Borges, dizendo que era preciso protege-lo, não sabendo eu de quê, como não confiava no recandidato Adelino Amaral decidi aceitar, Sou o décimo quinto elemento da Comissão Política do P.S. Nelas. Só que para azar de Adelino Amaral, o meu voto na comissão política vale tanto como o dele. Talvez por isso, é que as reuniões da comissão politica, nunca discutiram nenhum problema do município e limitavam-se a discutir o sexo dos anjos com a condição que os anjos não fossem Borges da Silva ou a vereadora Sofia Relvas.

                 MV – qual era o seu conhecimento e a sua análise política da equipa do Partido Socialista que ganhou as eleições para a Câmara em 2013?

                FC – Eu apenas conhecia politicamente Adelino Amaral nos sete anos à data das eleições autárquicas de 1913. Conhecia José Borges da Silva desde jovem, quando pertenceu a Juventude Socialista e mais tarde no Partido. Não conhecia a Sofia Relvas, o Alexandre Borges era o conhecimento de vizinho, bom dia, boa tarde, como está passou bem.

               Não tinha em Adelino Amaral qualquer confiança política. Recusou-me várias vezes documentos que lhe pedi, para fazer trabalho partidário, quando concorri contra ele na eleição para a comissão política de 2008, até a lista de militantes me negou, consegui obtê-la através do Presidente da Comissão Politica Distrital, José Junqueiro

              Teve conhecimento que aceitou que os vereadores da coligação pagassem cotas atrasadas de militantes do Partido Socialista, com a recomendação de votarem na sua lista. Num universo de 86 militante não achou estranheza nenhuma, que votassem 83, não tendo votado o Adrião por estar gravemente doente, a esposa que estava a tratar dele e um outro que não recordo o nome, por nesse dia não estar em Nelas. A partir de 2008 apercebi-me que Adelino Amaral estava no P.S não para liderar o partido mas para cumprir uma missão. Ainda hoje tenho essa convicção

              De Borges da Silva, conhecia sua garra juvenil de ser alguém no partido, conhecia a sua disposição para a luta e alguma pressa para se afirmar, conhecia a sua coragem de ter batido com a porta. Hoje reconheço que o responsável pela saída dele do Partido Socialista fui eu. Eu era o secretario coordenador da secção do P.S. Nelas em 1993, logo o responsável pela feitura das listas. Ofereci-lhe o 4º lugar na lista da Assembleia Municipal, ele queria ser o cabeça de lista e eu não concordei, pois o lugar tinha-o reservado para Rui Neves que havia regressado de Macau.

              Estou arrependido, troquei um guerreiro, por um individuo de boas maneiras, muito educadinho, mas sempre um, Sim Senhor  Ministro

             De Sofia Relvas apenas sabia que era filha de um amigo meu, não a conhecia.

            De Alexandre Borges, constava-se em Canas de Senhorim, que fora apoiante do MRCCS até 2008 ou 2009 e as suas convicções políticas eram muito próximas do BE. Se eram, ou não, não sei. Sei que era uma figura pouco simpática e que elegeu para seu inimigo figadal Luís Pinheiro. Nunca percebi o que por aquela cabeça passava, porque eu na política nunca tive inimigos mas sim adversários, entristece-me quando vejo picardias nas pessoas só porque pensam de maneira diversa

             MV - Como viu os primeiros meses do mandato do PS?

              FC - Os primeiros meses de mandato, relacionei-os muito com os do primeiro mandato do PS de José Correia. Borges da Silva atacou de imediato o desemprego e a pobreza, muitas vezes encapotada. o ter conseguindo trazer para o concelho algumas empresas o novo Presidente deu esperança aos cidadãos do Município.

              Nas outras frentes; na frente ambiental, fez e continua a fazer  esforços hercúleos no sentido de o Município de Nelas ser um Município limpo e agradável de viver, na frente financeira todos sabemos o estado calamitoso que Isaura Pedro deixou as finanças municipais. Um Município intervencionado, com uma divida muito perto dos 16 milhões de euros, um IMI no topo da tabela, a tesouraria com meia dúzia de euros e pagamento aos fornecedores a 8 ou 9 meses após fornecimento. Hoje o panorama é bem diferente, segundo informações que tenho o IMI vai baixar em 2017.

             Quanto ao vereador Alexandre Borges, um dia perguntei a um grupo de funcionários superiores como é que ele ia nas novas tarefas que tinha. Fiquei muito satisfeito, pois a opinião do grupo foi unânime; O Sr., Dr. Alexandre está a fazer um trabalho muito meritório e é muito competente no que faz. Um dia em conversa com o pai disse-lhe: - Então Dr., Parece que temos homem, segundo informações que tenho o rapaz vai longe.

              Da vereadora apenas sabia o que o meu amigo Sousa me dizia:

              -É uma moira de trabalho.

              MV - Então como se explica este confronto politica dentro do PS?

               F.C. - Para quem está de fora, dá-lhe a impressão que este desaguisado político apareceu nos últimos tempos entre Adelino Amaral e Borges da Silva; Ora isso não é verdade, logo a seguir á eleição da Comissão politica o Sr. Presidente teve num desabafo pouco próprio numa reunião, dizendo que não escolhera o meu amigo Sousa para a lista, porque ele era o homem de mão do Presidente da Câmara de quem dizia obras e lagartos como: “ O gajo” quer dominar o partido por intermédia pessoa. Não tenho dúvida que Adelino Amaral teve uma grande derrota nas Eleições Autárquicas de 1913, porque nunca viu com bons olhos a candidatura de Borges da Silva, jogou na sua derrota e perdeu,

             MV – Mas não foi o presidente da Comissão Politica do PS, Adelino Amaral, que fez o convite a Borges da Silva para cabeça de lista á Câmara do PS?

              FC - Aí e que está o busílis da questão, o Sr. Presidente da Concelhia convidou o Dr. Borges da Silva a contragosto, ele foi incumbido pelo plenário de militantes, de convidar o dito cabeça de lista, e, de outros assuntos relacionados com a lista a apresentar aos eleitores. Convidou o cabeça de lista e deixou que as coisas corressem. Deu pouco ou nenhum apoio ao processo eleitoral, o que não se pode dizer de outros militantes não tivessem sido inexcedíveis no apoio à campanha. Na parte que me toca, eu e a minha família estava-mos a passar um mau bocado no que dizia respeito à saúde familiar, apenas fui apoiando com o blog “O PALHEIRO”.   

             MV - Esclareça-me se possível onde é que o vereador Alexandre Borges entra nesta confusão.

             FC - O Sr. Presidente da Concelhia foi sempre muito hábil na interpretação dos estatutos, dos quais tinha uma brochura que nunca a partilhou com ninguém. Segundo os estatutos na Comissão Politica Concelhia quando o Partido detém o poder, têm assento por inerência, o Presidente da Câmara e o Presidente da Assembleia Municipal.

                       Alguns meses depois das eleições, em conversa com o vereador Alexandre, propus-lhe que se inscrevesse no P.S. como militante, pois os actuais dirigentes estavam a ficar idosos, era necessário que gente nova com novas ideias se inscrevessem, era preciso sangue novo para fazer o partido andar para a frente.

                       Disse-me que ainda era cedo, que era necessário consolidar o poder e depois então sim. Qual o meu espanto, na reunião da Comissão Politica duas semanas depois, Alexandre Borges, estava presente, pois já era militante do partido mas para guardarmos segredo, pois era preciso protege-lo, e como era o Vice-Presidente da Câmara estava ali de pleno direito porque o presidente da Câmara não era militante. Não pus entraves, mas a pulga começou a morder-me a orelha;

                    -Ora se eu há mais ou menos duas semanas o tinha convidado para aderir ao partido e ele condicionara a sua inscrição no tempo, como é que ele já estava ali sentado como militante de pleno direito? Só podiam ter acontecido três coisas: - o homem entrara secretamente no partido, pela porta das traseiras, como diz o sábio povo, pela porta do cavalo, a divisão da comissão politica iria começar e a lança de Adelino Amaral na Câmara iria ser o vereador Alexandre

                  MV- Segundo o que diz, o Sr. Adelino apoiou-se no vereador Alexandre, na Comissão Politica para fortalecer a sua incompatibilidade com o Presidente da Câmara?

                  FC - Nos primeiros tempos o Vereador ainda foi pondo água fervura, mas a certa altura radicalizou o discurso e já berrava mais alto que Adelino Amaral. A Comissão Politica dividiu-se em dois blocos um minoritário que apoiava Borges da Silva e outro maioritário que apoiava o Presidente da Comissão Politica.

                  MV – Mas no último Congresso Nacional do PS não foi aprovada uma moção que os presidentes de câmara e presidentes de junta, que estivessem dentro da lei de recandidatura, isto é, que tivessem apenas um ou dois mandatos seriam candidatos ás autarquias a que presidiam?

                 FC - Pois assim foi, mas a “ inteligência” do Presidente da Concelhia do PS entendeu, que ele é que mandava, tal qual capataz de quinta e a deliberação do Congresso Nacional, não se aplicava em Nelas.

                MV – Constou-se que Adelino Amaral reuniu a Comissão Política, mais ou menos em Maio, para decidir retirar o apoio a Borges da Silva e eleger uma outra pessoa para candidato?

                 FC - De facto fui convocado para uma reunião para esse efeito, já não me lembro para que dia de Maio, depois fui desconvocado, tornei a ser convocado, novamente desconvocado e mais uma vez convocado; acabei por não ir a essa reunião nem sei o que se lá passou, parece-me que houve uma moção votada por 19 = 0, quando a Comissão Politica é constituída por 15 elementos efectivos e outros tantos suplentes. Pelo menos 7 elementos efectivos não estiveram presentes e como não tenho conhecimento que quaisquer membros tenham pedido suspensão temporário do mandato, por isso a votação não é legal e portanto não pode ter efeito, nem nenhum dos membros que esteve ausente foi informado do resultado da moção.

               MV - Sabe qual o motivo, pelo qual Borges da Silva exonerou o Vereador Alexandre Borges das suas funções de Vereador a tempo completo. 

              FC – Eu penas sei o que é do domínio Público. Segundo parece o Alexandre Borges, de peito cheio com a moção aprovada na Comissão Politica fantasma, entrou no gabinete do Presidente da Câmara e depois de uma altercação disse: - Sr. Presidente não conte com o meu apoio para a sua reeleição. Como não acompanhou o bafo com um pedido de demissão da vereação do Município, como o vereador a tempo completo é nomeado pelo Presidente Câmara como um elo de confiança politica, o elo quebrou-se a exoneração do vereador é de imediato o caminho a seguir, a porta da rua é a serventia da casa.

          MV - O que pensa da situação de exoneração.

          F.C. - Não gosto de deliberações radicais, mas neste caso, penso que pecou por ser tardia.

          MV – Agora o que vai o FC fazer.

          FC - Vou terminar o meu mandato na Comissão Politica depois chinelas, ler, escrever, brincar com a minha neta e trabalhar se for possível.

         MV – Muito obrigado por esta entrevista

         FC  -  Não tem de quê,

ENTREVISTA AO REDATOR E EDITOR DO BLOG "O PALHEIRO", PRIMEIRA PARTE

                      Esta coisa de escrever para o público, tem acima de tudo respeitar quem nos lê e nos divulga.

                       Entendo que não é possível saltar a cerca da ética enviar para casa das pessoas javardices, insultos, ”mesmo que citando outros autores”, mentiras, ou promessas que não pensam cumprir.

                       Ora Maio Vermelho não escreve javardices, não insulta, não mente e acima de tudo, cumpre o que promete.

                        No último post que publiquei, prometi ao Pequenino Marginal, que faria uma entrevista com a pessoa que é a sua sombra negra, a pessoa que ele mais odeia e mais insulta; mas tenta que o seu site, A margem esquerda de montante para jusante e a margem direita de jusante para montante, consiga ser lida por mais leitores que que “O PALHEIRO”

                       Mais de 100.000 visitas, mais de 15.000 comentários e centenas de mensagens humorísticas em três anos é obra. Pois o nosso entrevistado e precisamente o homem que escreveu e editou durante três anos o blog O PALHEIRO, o Tio Fagundes.

                      Para simplificarmos a entrevista as perguntas serão feitas por MV, Maio Vermelho e as respostas serão dadas Por TF, Tio Fagundes.

                     MV - TF, porquê um blog humorístico num meio conservador, e pouco propicia à discussão política da coisa pública.

                     TF - A gestão do nosso Município era ao tempo calamitosa, as conquistas económicas e de bem-estar, conseguidas a pulso pelo Edil Dr. José Correia tinham quase desaparecido, o desemprego, o compadrio, a subserviência e o medo, grassavam; de Viseu vieram os comissários políticos do PSD para controlar a Presidente da Câmara e alguns funcionários conotados com a oposição.

                     O Vice-presidente era uma pessoa de baixa estatura moral; maneirinho e de rabo alçado para os seus subordinados, e subserviente e rabo entre as pernas com os seus superiores. Na sua passagem pelo pelouro das obras municipais, tornou-o num clube de compadres; foi uma desgraça a somar a outras, tais como foi a nomeação quatro vereadores, um adjunto e secretárias a tempo completo. Se a porca mais tetas tivesse mais leitões apareceriam para o festim. 

                         A oposição que levara uma derrota vergonhosa nas eleições de 2009 não tinha voto na matéria e o povo amolecido por promessas calava-se.

                     Um dia, recordando dois espectáculos que estiveram em cena no Cine--Teatro Municipal:

                      Um, de uma Companhia Moçambicana, um espectáculo de elevado nível artístico estavam sete pessoas a assistir, uma delas era eu: outro foi um espectáculo revisteiro, redondinho, sem qualidade com umas patacoadas à mistura, cuja figura central era Camilo de Oliveira. O Cine--Teatro estava a abarrotar, e, o que mais me chamou a atenção é que as piadas eram de tão mau gosto e as pessoas riam a bandeiras despregadas.

                      Como tenho algum senso de humor, pensei que talvez parodiando conseguisse que as pessoas começassem a olhar em seu redor; brinquei com a situação e as pessoas aderiram, ainda bem. Mas tive o cuidado de nunca trazer à liça a vida particular de quem quer que fosse. A vida pública dos políticos diz respeito a todos, a vida particular de cada um é um santuário que ninguém tem o direito de violar.

                    MV- Porquê “O PALHERO” para título do blog?

                    TF- A ideia não foi minha, pretendi apenas fazer uma homenagem a um grande escritor, Camilo Castelo Branco, que nos últimos anos da sua vida em São Miguel de Seide, junto da sua companheira Ana Plácido, chamava, à Associação Comercial do Porto, onde se reuniam os senhores que pretendia dominar o comércio do vinho, capitaneados pelo Governador Civil, que conspiravam contra Dª. Antónia Ferreira e contra ele, do “O PALHEIRO “

                    Analisando a o que se passava na Câmara Municipal de Nelas e na Associação Comercial do Porto de antanho, fiz a analogia e dai saiu o título do blog “ O PALHEIRO”.

                  MV – Lembra-se que foi o primeiro comentador do blog?

                   TF – Lembro, foi um individuo, IN ILLO TEMPORE simpatizante do Bloco de Esquerda, cujo nome me escuso de mencionar.

                   MV – Como reagiu às visitas e aos comentários do público?

                   TF – reagi com alguma surpresa e fiquei muito feliz, senti que os Munícipes do concelho de Nelas acordaram para a triste realidade que os rodeava

                  MV – O que sentia quando escrevia os posts do blog.

                  TF - Sentia medo de que os meus conterrâneos não percebessem a mensagem que lhes queria transmitir, mas assim que os seus comentários começaram a chegar, divertia-me imenso. Os que mais me divertiam eram os encomendados pelos signatários do poder.

                 MV – Qual o post que acha que mais gozo lhe deu publicar?  

                  TF - Todos os posts que escrevi me divertiram, pus neles toda a minha capacidade e engenho humorístico, que não é muito; mas o que mais divertiu mais foi o da venda dos buracos desde a rotunda da vinha até à área dos supermercados, ao representante da república das bananas, rendeu mais de 800 comentários, alguns vindos de Espanha.

                 MV – Quais foram os partidos políticos que reagiram negativamente ao blogue? 

                   TF - Claro que os que reagiram mais negativamente, notava-se nos comentários encomendados, ou não, foram os partidos da coligação. Mas pasme-se; o Presidente da Comissão Politica do Partido Socialista ficou muito indignado com o blog, disse para alguns amigos meus, que o blog só prejudicava o Partido Socialista: Como Sabe sou Socialista, já tinha pouca confiança no Presidente da Comissão Politica da Concelhia a partir daí, passei a não ter nenhuma. Há muito tempo que desconfiava que o Dito estava ali a cumprir uma missão, a partir daí passei a ter a certeza.

                  MV – Porque terminou o blog logo após as eleições?

                  TF - O objectivo pelo qual criei o blogue tinha sido a tingido, por conseguinte a sua publicação deixara de ter razão de ser.

                  MV – Esta entrevista ainda não esta terminada, pelo que sei Sr. ainda pertence á Comissão Politica Concelhia do Partido Socialista, propunha-lhe que me deixasse publicar este excerto da entrevista e no próximo post de O CONDOR se publicasse a segunda parte.

                   T F - Como queira, estou á sua disposição, mande quando quiser.

                   M V - Muito obrigado.  

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